Tratamento alternativo da água com plantas locais:Estudo com Samambaia, Clorofito e orelha- de - elefante.

Autores: Yslla Maria Freitas Regis , Felipe Santiago Filgueira Dantas, Thalyta Mirelly Dias Angelico

Orientador: Nazaré Rafaela Barbosa Bento

Instituição: ESCOLA ESTADUAL 12 DE OUTUBRO

Cidade/UF: RODOLFO FERNANDES/RN



Pontuação do Projeto: 1.3

Série:

Etapa: Ensino Médio (Regular)

Status do projeto: Finalizado

Resumo:

O projeto investiga o uso de plantas naturais samambaia (Nephrolepis exaltata), clorofito (Chlorophytum comosum) e orelha-de-elefante (Alocasia spp.) como alternativa sustentável e de baixo custo para o tratamento de água em áreas com pouco acesso a sistemas convencionais. O estudo foi realizado no município de Rodolfo Fernandes – RN, utilizando água coletada de um açude local. As plantas foram aplicadas em um sistema de filtragem caseiro com garrafas PET, substituindo o carvão ativado. Foram avaliadas variáveis como clareza, cor, odor e pH da água antes e depois da filtragem. Os resultados preliminares sugerem que essas espécies vegetais têm potencial purificador, contribuindo para a melhoria da qualidade da água de forma acessível e ecológica.

Palavras-chave:

Tratamento natural de água, purificação, filtro ecológico, sustentabilidade, plantas biofiltrantes, água potável

Justificativa:

Em muitas regiões, o acesso à água potável ainda é um desafio, especialmente devido à ausência de sistemas adequados de tratamento. Métodos convencionais de purificação, embora eficazes, costumam ser caros e de difícil implementação em comunidades de baixa renda. Diante desse cenário, alternativas naturais e de baixo custo se tornam essenciais. Este estudo investiga o potencial de três plantas amplamente encontradas samambaia, clorofito e orelha-de-elefante na purificação da água. Por serem acessíveis e de fácil cultivo, essas espécies podem representar uma solução simples, sustentável e econômica para melhorar a qualidade da água em locais com recursos limitados. Avaliar sua eficácia pode contribuir significativamente para a saúde e o bem-estar de populações vulneráveis.

Objetivo Geral:

Avaliar a viabilidade do uso da Samambaia, Clorifato e a orelha de elefante no possível tratamento de água, com foco na remoção de algumas impurezas.

Objetivo Específico:

Avaliar a eficácia das plantas Samambaia,clorifato e orelha de elefante na purificaçao da água. Comparar os resultados da filtragem da água entre os diferentes espécies vegetais utilizadas. Verificar se as plantas podem ser uma alternativa sustentavel para tratar a água em locais com pouco acesso a recursos.

Questões Norteadoras:

É possível usar samambaia, clorifato e a orelha de elefante como forma natural eficiente de tratar água em locais com pouco acesso a tratamento?

Hipótese:

Se as plantas samambaia, clorofito e orelha-de-elefante possuem capacidade de absorção de impurezas e elementos tóxicos da água, então seu uso em filtros naturais poderá reduzir significativamente a turbidez, o odor e a presença de resíduos na água bruta, tornando-a mais limpa e adequada para uso não potável.

Metodologia:

Esta pesquisa foi conduzida a partir de uma abordagem qualitativa e experimental, precedida por uma análise bibliográfica sobre o uso de plantas no tratamento de água. A revisão teórica permitiu embasar a escolha das espécies vegetais utilizadas e orientar a construção dos filtros alternativos. A seguir, descrevem-se detalhadamente todas as etapas do experimento, desde a seleção dos organismos até a análise dos dados coletados. 3.1 Organismos estudados e cuidados pré-tratamento Foram utilizadas três espécies vegetais comumente encontradas na região de Rodolfo Fernandes – RN: samambaia (Nephrolepis exaltata), clorofito (Chlorophytum comosum) e orelha-de-elefante (Alocasia spp.). A escolha dessas plantas se baseou em suas propriedades biofiltrantes relatadas na literatura e na facilidade de obtenção em áreas rurais. As plantas foram coletadas manualmente, higienizadas com água corrente para remoção de resíduos superficiais e, posteriormente, trituradas em porções menores, com o objetivo de facilitar sua aplicação nos sistemas de filtragem. Todos os procedimentos seguiram cuidados básicos de higiene, utilizando utensílios limpos, em ambiente controlado, para evitar qualquer tipo de contaminação externa. 3.2 Local de realização do estudo O experimento foi realizado no Sítio Espinheiro, situado na zona rural de Rodolfo Fernandes – RN. A coleta da água e a montagem dos filtros ocorreram no mês de julho de 2025, em ambiente arejado, com temperatura média de 28 °C. A água utilizada no experimento foi coletada diretamente do açude local, uma fonte frequentemente utilizada pelas famílias residentes da região para consumo e uso doméstico. 3.3 Projeto experimental Foram construídos três sistemas de filtragem, utilizando garrafas PET cortadas ao meio. Cada sistema foi montado com as seguintes camadas: algodão (base), areia fina, brita e, por fim, uma camada da planta triturada, que substituiu o carvão ativado tradicional. Os sistemas foram organizados da seguinte forma: Filtro 1: samambaia (Nephrolepis exaltata); Filtro 2: clorofito (Chlorophytum comosum); Filtro 3: orelha-de-elefante (Alocasia spp.). Cada filtro recebeu 500 mL de água bruta do açude, aplicada lentamente. O experimento foi repetido três vezes para cada filtro, totalizando nove unidades experimentais. As variáveis analisadas foram: Clareza da água (observação visual); Coloração (comparação com a amostra de água bruta); Odor (avaliação sensorial); pH (medido com tiras indicadoras). 3.4 Coleta e análise dos dados Após a filtragem, a água foi armazenada em recipientes limpos e identificados conforme o tipo de tratamento. A análise foi conduzida com base em critérios qualitativos, sensoriais e de simples mensuração: Observação visual da claridade e cor, comparando com a amostra de água bruta; Avaliação do odor, observando a redução de cheiros típicos de matéria orgânica; Medição do pH com tiras indicadoras, verificando possíveis alterações na acidez ou alcalinidade da água. Os dados foram organizados em tabelas descritivas, permitindo a comparação entre os resultados dos diferentes filtros. Essa abordagem possibilitou uma avaliação preliminar da eficácia das espécies vegetais selecionadas como alternativas naturais ao carvão ativado no processo de purificação da água

Referências:

https://www.funasa.gov.br/site/wp-content/files_mf/manualdecloracaodeaguaempequenascomunidades.pdf https://https://www.funasa.gov.br/site/wp-content/files_mf/manualdecloracaodeaguaempequenascomunidades.pdf https://ecofossa.com/aprenda-fazer-um-filtro-caseiro-com-garrafa-pet/ https://search.app/HxT9XoVHwC3uwvtdA BATALHA, B.H.L., PARLATORE, A. C. Controle da qualidade da água para o consumo humano; bases conceituais e operacionais. 1ª ed. São Paulo: Cetesb, 1977. BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. Manual técnico de análise de água para consumo humano. Brasília: Funasa, 1999. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 518, de 25.03.04. Dispõe sobre normas e padrões de potabilidade de água para consumo humano. Brasília: SVS, 2004. COELHO, L. Técnicas de laboratório clínico: guia de coleta e preservação de amostras de água. 1ª ed. São Paulo: Cetesb, 1987. ecofossa.com/aprenda-fazer-um-filtro-caseiro-com-garrafa-pet/ https://search.app/HxT9XoVHwC3uwvtdA